Gisberta: o grito de todas nós — peça financiada pela DGArtes

Gisberta foi uma travesti brasileira brutalmente assassinada por 15 adolescentes portugueses na cidade do Porto, em 2006. Ela se tornou um símbolo da resistência travesti migrante em Portugal. A TransParadise foi vencedora da bolsa do governo português, atribuída pela DGArtes, no valor de 25.000 euros, para apresentar, em 2024, a performance que narra o que ressoa da vida de Gisberta em toda a comunidade LGBTQIAPN+.

“Gisberta: o grito de todas nós” é uma peça que combina artes performativas e circo para honrar a memória de Gisberta Salce e de todas as travestis exterminadas da face da terra. A performance aborda a libertação dos corpos travestis da opressão e do espetáculo da sociedade, trazendo à luz a realidade da violência e do aniquilamento que ainda enfrentam. A peça é escrita, dirigida e interpretada por travestis, dando voz à sua própria narrativa.

“Gisberta: o grito de todas nós”, protagonizada por pessoas trans, escrita, dirigida e produzida por pessoas trans, oferece uma perspectiva única e importante na cena artística nacional, enriquecendo a diversidade cultural do país. A alta qualidade da produção — que inclui artistas e técnicos talentosos — contribui para elevar o padrão geral da oferta artística no território. A peça aborda temas relevantes e atuais de forma inovadora, por meio da pesquisa e da experimentação artística, oferecendo ao público uma oportunidade única de conhecer e compreender a realidade da comunidade trans.

A produção também valoriza a importância da pesquisa e da experimentação artística como meios de desenvolvimento e conhecimento. A peça transmite uma mensagem importante sobre a realidade das pessoas trans e sua integração social. A inclusão de artistas e técnicos trans no processo criativo é uma forma essencial de promover a acessibilidade social, permitindo que esses profissionais mostrem seus talentos e sejam valorizados.

O projeto e a dramaturgia foram criados pelas fundadoras da TransParadise, Keyla Brasil e Freda Paranhos, com Keyla na direção da performance e Freda na direção de produção.